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Por que a geração de demanda B2B caiu nas empresas em 2026

By 19 de junho de 2026junho 23rd, 2026Blog

Em apenas doze meses, a fatia de empresas B2B brasileiras que apontam a geração de demanda como seu maior desafio comercial saltou de 27% para 39,1%, um crescimento de 44% (Fonte: Panorama de Marketing & Vendas B2B 2026, Atendare). No mesmo período, o grupo que gerava entre 500 e 1.000 leads por mês caiu pela metade, enquanto a fatia que produz apenas de 1 a 25 leads mensais subiu de 37,8% para 44,8% (Fonte: Panorama de Marketing & Vendas B2B 2026, Atendare).

Esse movimento responde a uma pergunta direta: gerar demanda qualificada em volume consistente ficou mais difícil para o mercado B2B, mesmo com mais empresas investindo em tecnologia e canais digitais. O motivo não está na ausência de ferramentas, mas na forma como o topo do funil é alimentado e filtrado antes de chegar ao time comercial.

Geração de demanda B2B: conjunto de ações de marketing voltadas à criação de interesse e consciência sobre um problema de negócio antes mesmo da captura de um contato, diferentemente da geração de leads, que se concentra em converter esse interesse em um cadastro qualificado. Em mercados consultivos, com ciclo de decisão longo e múltiplos decisores, a demanda precisa ser construída antes mesmo de existir um formulário para preencher.

O que mudou no funil de geração de demanda B2B em 2026

Quanto o desafio de gerar leads cresceu nos últimos doze meses?

O salto de 27% para 39,1% das empresas apontando a geração de demanda como principal desafio não representa um ajuste pontual de rota. Segundo o HubSpot State of Marketing Report 2026, qualidade de lead e MQL já são as métricas mais citadas pelas equipes de marketing como prioridade para o ano, à frente de conversão e ROI (Fonte: HubSpot, 2026).

O dado brasileiro e o internacional convergem para a mesma leitura: o problema deixou de ser apenas atrair atenção e passou a ser atrair a atenção certa.

Por que o volume de leads gerados está menor mesmo com mais investimento em mídia?

Três fatores aparecem como explicação direta para a retração do topo do funil:

Fragmentação da audiência: o público B2B está distribuído entre mais canais e formatos do que há dois anos, o que reduz o alcance de qualquer canal isolado e exige presença simultânea em diversos pontos de contato.

Aumento do custo de aquisição: o CAC vem aumentando de forma contínua, encarecendo cada lead gerado por mídia paga e forçando as empresas a produzir o mesmo volume com menos orçamento disponível por contato.

Migração para canais sem maturidade de mensuração: as mídias sociais caíram de 42,9% para 35,4% como canal de melhor resultado entre 2025 e 2026, enquanto o e-mail marketing subiu de 25% para 29,2% no mesmo período (Fonte: Panorama de Marketing & Vendas B2B 2026, Atendare). O movimento sugere que o mercado está testando novos canais sem necessariamente possuir maturidade suficiente para medir o retorno de cada um deles.

Os sinais de que o funil está repassando volume sem qualidade

O que indica que uma empresa está enviando leads sem critério para o time comercial?

Um quarto das empresas B2B brasileiras (25%) encaminha praticamente todos os leads gerados diretamente para o time de vendas, sem qualquer filtro intermediário de qualificação (Fonte: Panorama de Marketing & Vendas B2B 2026, Atendare). Esse padrão costuma aparecer em operações nas quais a principal métrica de sucesso do marketing ainda é o volume bruto, e não o volume qualificado.

Alguns sinais ajudam a identificar esse cenário antes que ele comprometa a produtividade da equipe comercial:

Reclamações recorrentes sobre a qualidade dos leads recebidos: quando o time comercial trata a maioria dos contatos como descarte rápido, o problema geralmente está na entrada do funil, e não na abordagem de vendas.

Ausência de critérios de pontuação: sem um sistema de lead scoring, todos os contatos chegam ao funil com o mesmo peso, independentemente do nível de aderência ao perfil de cliente ideal.

Ciclo de vendas mais longo sem motivo aparente: leads pouco qualificados aumentam o tempo necessário para qualificação dentro do próprio processo comercial, distorcendo o ciclo médio de vendas registrado pela empresa.

O caminho para reverter a queda na geração de demanda B2B

Empresas que conseguem manter volume qualificado mesmo em um mercado mais competitivo costumam compartilhar duas práticas: critérios de entrada bem definidos e um processo de nutrição capaz de preparar o lead antes da abordagem comercial.

ICP (Ideal Customer Profile): definição formal do perfil de cliente ideal, utilizada como primeiro filtro antes de qualquer outro critério de qualificação. Isso evita que esforços de marketing sejam direcionados para contas sem aderência estratégica.

Lead scoring: sistema de pontuação que atribui peso a comportamentos e características do lead, permitindo separar contatos prontos para abordagem comercial daqueles que ainda precisam passar por etapas de nutrição.

Esse tipo de estrutura normalmente depende de uma camada de automação de marketing capaz de capturar, pontuar e nutrir leads de forma contínua, sem exigir acompanhamento manual de cada contato gerado. Plataformas com esse propósito vêm ganhando espaço justamente por substituírem o controle manual por regras de pontuação e nutrição configuradas uma única vez.

A retração no volume de leads não significa que a demanda desapareceu. Ela indica que o critério de qualidade passou a ter prioridade sobre o volume. O próximo passo natural para qualquer empresa B2B é entender como qualificar melhor os leads que já chegam antes de investir mais recursos na atração de novos contatos.

Leia também: como estruturar a qualificação de leads B2B.

Perguntas frequentes sobre geração de demanda B2B

O que é geração de demanda B2B?

Geração de demanda B2B é o conjunto de ações de marketing voltadas a criar consciência e interesse sobre um problema de negócio antes da captura de um contato. Normalmente, isso ocorre por meio de conteúdo educativo, eventos e presença nos canais onde o público profissional já está presente. Esse processo antecede a geração de leads, responsável por converter esse interesse em um cadastro qualificado.

Qual a diferença entre geração de demanda e geração de leads?

A geração de demanda tem como objetivo construir interesse, reconhecimento e autoridade antes de qualquer conversão. Já a geração de leads busca transformar esse interesse em um contato identificado e qualificado.

Empresas que investem apenas em geração de leads, sem desenvolver iniciativas de geração de demanda, tendem a depender mais de mídia paga para sustentar o volume de oportunidades no funil.

Por que a geração de leads qualificados ficou mais difícil em 2026?

O aumento do custo de aquisição, a fragmentação dos canais de comunicação e a maior concorrência pela atenção do público B2B elevaram o esforço necessário para gerar o mesmo volume de leads qualificados que era possível obter há alguns anos.

Empresas que ainda não estruturaram critérios de qualificação sentem esse impacto de forma mais intensa, pois continuam avaliando o desempenho das ações principalmente pelo volume bruto de leads gerados, sem considerar sua aderência ao perfil de cliente ideal ou sua probabilidade real de conversão.

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